    Curso de scripvox - aula2 (Por Fabiano Ferreira)

    Bem amigos, estamos comeando nossa aula2.
    Nessa aula, vamos falar sobre variveis e ver mais alguma coisa
sobre o comando escreve, que foi apresentado na aula1.

Mas antes de comearmos a falar das variveis, vamos ver como fazer
comentrios em nossos programas.

Quando comentamos nossos programas, no corremos o risco de no
conseguir mais lembrar qual foi a lgica utilizada num programa, depois
de ficar sem v-lo por muito tempo, ou ainda, no deixamos outros
programadores "adivinhhando" o que tentamos fazer.

Um comentrio pode ser, uma observao sobre uma linha, uma explicao
bsica de como funciona o programa, um aviso, ou at mesmo para ajudar a
descobrir erros.

Para inserir comentrios nos cdigos em scripvox  muito simples.
Basta colocar o caracter * (asterisco) no incio da linha que quer
comentar.
Linhas comentadas so ignoradas pelo interpretador.
Veja um exemplo:

Escreve "isto  um exemplo"
*Escreve "Esta linha no ser executada"
Escreve "Mas esta ser."
Termina.

No exemplo acima, a linha 2 est com asterisco, portanto no ser
interpretada.

Outro exemplo de cdigo comentado:

*Exemplo de cdigo comentado;
*Por Fabiano Ferreira;
*Escreve uma nica linha e termina;
*Em julho de 2008;

*incio do programa
Escreve "Ol, isto  um pequeno exemplo"
Termina.

No exemplo acima, as 5 linhas com asteriscos sero ignoradas pelo
interpretador, mas sero teis para um outro programador que pegar o
cdigo.
    Ele no precisar l-lo todo, nem execut-lo, para entender o que ele
faz.

Isso ficar mais claro quando fizermos cdigos grandes.

Linhas em branco no cdigo tambm no so consideradas pelo
interpretador scripvox.


variveis

    O que  uma varivel?
    Na informtica, uma varivel  um nome associado a um endereo de
memria.
    Os endereos de memria so formados por nmeros enormes, geralmente
representados em hexadecimal para facilitar na leitura.

    Os endereos guardam informaes, que podem ser manipuladas a medida
que for necessrio.
    Se estiver achando complicado tudo isso, continue lendo, tudo ser
exclarecido aos poucos.
    Afim de ilustrar o que estamos explicando, vamos imaginar a seguinte
situao:
    Imagine que voc queira consultar o endereo de memria
1a0cfdacbf11cebaddcdcdcda1cdcdcabfa31987431f

    Complicado manipular algo assim, no acha?
    Para isso existem as variveis.
Para facilitar na manipulao das informaes armazenadas nos endereos
de memria.
Quer ver?
Imagine que o endereo acima tenha um nome associado a ele, como por
exemplo
$nomedoaluno?
ou $soma?
ou $dia?
ou $nomedomeuamigo?
    Facilitou, no acha?

    Agora que j sabemos o que so variveis, vamos ver como elas
funcionam na linguagem scripvox.

    Guardando informaes numa varivel:

Abra seu editor preferido, dando o nome do seu arquivo de exemplo2.cmd.

Copie este cdigo:
Seja x "curso de scripvox"
Escreve x

Vamos analizar este cdigo:
Linha 1: Atribumos a varivel x o texto "curso de scripvox."
Isso foi feito utilizando o comando seja.

    Conforme vimos anteriormente, uma varivel  um nome associado a um
endereo de memria.
    Nesse caso, a varivel x est associado a um endereo.
    No caso do scripvox, no precisamos nos preocupar com qual endereo
de memria uma varivel est associada, ele mesmo se encarrega disso.
Trabalhamos s com as variveis, e deixamos o resto com o interpretador.

Linha2: usamos o comando escreve para exibir o texto que est na
varivel x.
Portanto, nosso script apenas exibe na tela o texto "Curso de
scripvox".

    Sentiram falta das aspas?
    No, no est errado.
    Lembrem-se que o que vem entre aspas so as strings.
Aqui estamos escrevendo o contedo de uma varivel.

    E aqui lano um pequeno desafio, que deve ser feito sem testar o
cdigo no scripvox:
    Se colocssemos a varivel x entre aspas, o que aconteceria?
    TEntem responder sem executar o cdigo.

    Forma geral para atribuir um valor a uma varivel, no scripvox:
seja nomedavarivel "texto a ser atribudo a esta varivel"
Sintaxe para exibir o contedo de uma varivel na tela:
Escreve nomedavarivel

Dando nome a uma varivel: Podemos nomear nossa varivel de duas formas:
    1 Utilizando uma das 26 letras do alfabeto.
    2 Utilizando uma palavra, precedida do smbolo $ (sifro)
A primeira forma,  chamada de varivel rpida. A segunda forma, 
chamada de varivel lenta.         A diferena est no processamento. Na
primeira forma as variveis so processadas mais rapidamente.


Exemplos de nomes vlidos para uma varivel: aa e x p z
$nome $idade $teste $dia $hora



Exemplo de nomes invlidos para uma varivel: dia (faltou o smbolo
sifro)
procura numero (Faltou o sifro e no pode haver espao)

Agora, vamos salvar nosso cdigo e execut-lo.
Se voc ouviu a mensagem "curso de scripvox",  sinal que voc digitou
corretamente. Caso contrrio, abra novamente o edivox e verifique se h
algum erro.



Entrada de dados pelo usurio

Uma das caracteristicas mais atrativas de um programa  a interao com
o usurio.         No scripvox, podemos aceitar informaes do usurio.
Para isso, utilizamos o comando le.

Vamos abrir o edivox, nomeando nosso arquivo de exemplo3.cmd e digitar
esse cdigo:
Escreve "Qual seu nome?"
Le n
Escreve "Muito prazer"&
escreve n
         escreve " Scriptvox  muito simples."

Vamos analizar nosso cdigo:
Linha 1: Exibimos na tela a mensagem "Qual seu nome?"
Linha 2: utilizamos o comando le para guardar uma informao que vai ser
digitada pelo usurio. Esta informao vai ser guardada na varivel n.
Linha3: Exibimos na tela a mensagem "muito prazer"
    Notem o smbolo & ( comercial) ao final da linha..
O simbolo & (e comercial) no fim da linha, indica que  o interpretador
no deve pular de linha, ou seja, havendo vrios comandos escreve, um por
linha, usando o smbolo & ( comercial), na execusso ser tudo escrito
numa nica linha.
O & (e comercial) tem outras funes, que vo ser vistas neste curso.
Linha 4: exibimos o contedo da varivel n.
Linha 5: Exibimos a mensagem "scripvox  muito simples"

Sintaxe para aceitar uma informao do usurio e guard-la em uma
varivel:
le nomedavariavel

Vamos salvar e executar nosso script.

    E a, deu certinho?
Se sim, parabns,
SE no, verifique, volte, pergunte na lista.

    Para enserrarmos a aula de hoje, vamos falar um pouco mais sobre o
comando escreve.

    Como j sabemos, o comando escreve, imprime um texto na tela.
    Vejamos agora as formas vlidas de utiliz-lo:

seja f "Fabiano Ferreira"
Escreve "Curso de scripvox, produzido por "&
escreve f
    A sada gerada ser:
Curso de scripvox, produzido por Fabiano Ferreira.
Uma outra forma de escrever esse mesmo cdigo seria:
    Seja f "Fabiano Ferreira"
Escreve "Curso de scripvox, produzido por "f
    A sada  a mesma do cdigo anterior.

    Isto abaixo tambm  vlido:
Seja f "FAbiano Ferreira"
Escreve "Curso de scripvox, produzido por "f", um cara legal."
Sada gerada:
Curso de scripvox, produzido por Fabiano Ferreira, um cara legal.

    E agora, fechamos com este, bem interessante:

seja a "Fui a feira e comprei "
seja b "bananas, "
seja c "mas, "
seja d "laranjas "
seja e "e melancias."
Escreve a b c d e

Sada gerada:
Fui a feira e comprei bananas, mas, laranjas e melancias.

    Aqui vai mais um desafio:
    Lendo o cdigo acima, alm da vontade de correr para a geladeira a
procura de alguma fruta para devorar, notamos que, h alguns espaos no
fim dos textos entre aspas.
POrque esses espaos existem?
Ser um erro do instrutor na hora de redigir o texto?
    Analisem e traggam a resposta.

    Assim enserramos a aula2 do curso de scripvox.
    Deixamos como exerccio:

1 - FAa um programa que receba um valor do teclado e exiba-o na tela.

2 - Faa um programa que receba um valor do teclado e o exiba, sem
ecoar.

3 - Qual o erro do cdigo abaixo.
Seja nome "Joo"
Escreve nome
termina

*Enviar as respostas, at o dia 25/07, para o seguinte endereo:
qst-scripvox@sanfersite.com.br

    Boa sorte!
